Foi um sonho

Não sei de que cor é feito o sonho de te querer. O céu revela-se com o nevoeiro que passa pelos meus dedos. A noite num jardim encantado faz-se presente se por ela se chamar. O amor não era a minha ambição.

Lágrimas de feiticeiros passam por corpos suados. Beijos de luar caem da palma da mão. Os sons fazem-se mudos quando abraços de mel gritam mais alto. De repente o amor chegou.

Dedos de mago, garras de fera torturam existências de prata. A memória faz-se substituir por enganos de seda. Risos de profecias douradas escondem-se por detrás de nuvens negras. Invernos azuis fazem-me acreditar que a tempestade passou. Que a solidão não mais se fará sentir como dantes.

Vampiros condenaram a minha existência a amar. Muitas vezes sem sentido. Muitas vezes sem sentir que as cores são.

Contigo acredito. Que é possível ser-se feliz, nem que seja por momentos. Que a luz está guardada para sonhos se cor. Que o amor vencerá todas as batalhas.
20 de Janeiro de 1997

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