Renascer

Um raio verde mostra que tudo o que não é morre.
O trovador de penas douradas beija o Sol.
Despediu-se do Luar e mostra a Primavera.
Entra com pezinhos de lã, para não ser sentida.
As estrelas brilham com o fulgor de novas flores.
Vozes de prata incendeiam o céu de uma nova época.
No começo o branco não é mais branco e o azul domina.
Dois dedos mágicos de chamas vestem os bosques.
As fadas despertam do sonho e bocejam calor.
Os duendes vestem-se para o novo amanhecer.
A rainha decreta que a noite chegou ao fim.
Os olhos vermelhos deixam de reluzir no escuro.
Penas caem das nuvens e os anjos descem à floresta.
As borboletas espalham perfumes encantados.
A festa do acordar começa o mágico aparece.
Fumo veste-lhe a cara, os olhos cobertos com lágrimas.
Profecias de mares mergulham nas suas mãos.
Uma Vestal de mil cores cobre a tempestade fria.
Até que os vulcões acordem e a neve regresse.
1 de Outubro de 1997

Comentários

M.Pedrosa disse…
O Equinónio de Março derramava-se sobre o Mundo e um sorriso abria-se a toda a gente prometendo a eternidade da Primavera, a felicidade de todos os dias e a harmonia de todas as horas - as promessas de cada 21 de Março.
£å£i disse…
lindo poema..maravilhoso...esse poema mais parece um filme lindo...amei..bjus

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