Ansiedades

Há tristezas que não se explicam,
Há dores que só se sentem.
O abraço apaziguador não chega,
O beijo apaixonado é breve.
É uma reticência permanente,
Esta dor sentida.

É um lento anoitecer este esperar,
Por dias que já foram,
Por manhãs vindouras.
O tempo passou, com lembranças de várias cores,
Esbatidas na memória,
Guardadas pelo vento.

Ao amanhecer as cores são outras,
A tempestade passa
E a brisa envolve tristezas ressentidas.
O mar acalma, levando os pesares.
A ansiedade adormece,

Embalada por sereias distantes.

É o fim de uma aprendizagem,
O início de uma nova vida.
Com outro pôr-do-sol,
Gozado por dois amantes que se conhecem.
Com outro nascer do sol,
Apreciado por dois amigos que se conhecem.

Bárbara
13 de Março de 2006

Comentários

Leston Bandeira disse…
A ansiedade coim que eu esperava, por um lado, o ressurgimento da Pandora e, por outro, a descoberta do outro nome que, aparenetemente, se esconde por detrás desta Pandora tão pouco produtiva, tão ausente.

Bem Vinda, Bárbara!

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