segunda-feira, junho 12, 2006

Anjos

Num dia de sol apaixonei-me.
Bebi das entranhas do meu ser
o sentimento que despertou o teu olhar.
Colhi o néctar que me deixou a tua presença
e saboreei-o até se fazer tarde.
As sombras não se fizeram tardar
e o prazer de te querer esfumou-se
como se de um nevoeiro se tratasse.
Num dia, olhaste-me e fui tua...
à noite um ladrão levou o meu sentimento
e fiquei refém da vida.
Restou-me o vício de te lembrar,
a dor do amanhecer.

Num dia de chuva sonhei.
Senti o meu ser estremecer
quando o teu olhar me percorreu.
Lavei do mais profundo de mim o ardor que me deixaste
e o dia surgiu no meu pensamento.
Não vi a luz que se aproximou para me libertar
e o desejo de te deixar cresceu.
Num dia, olhaste-me e morri...
à noite um anjo trouxe a misericórida
e vivi como nunca dantes.
Restou a dor de te perder,
a benção do anoitecer.

Bárbara
10 de Junho de 2006

A última vez | The Last Time

Um dia destes, é tarde demais. Um dia destes, …acordamos com a cabeça branca, e arrependemo-nos de todos os minutos desperdiçados, ...