Realidades

Há realidades que nós, como bons portugueses deixamos passar ao lado. A inércia é o mote dos cidadãos deste país.
Para gáudio de muitos vamo-nos acomodando na cauda da Europa, já que assim ninguém nos empurra para a frente. Poderá o medo do fracasso responder ao porquê de tal acontecer?
Apercebemo-nos, recentemente e após reflexão cuidada que este desleixo não é mais do que um sintoma de um medo muito bem escondido. O medo do fracasso! Temos medo de tentar e não conseguir, por isso pensamos que o melhor é nem tentar. Diz quem sabe que fracassar é não tentar sequer.
Tomemos nas mãos as rédeas da nossa vida, da nossa saúde, mental, financeira, física. Ganhemos a responsabilidade de endireitar a saúde de um Portugal “pobre em ouro mas rico, rico em sonhos!”
Façamo-lo, tomando a decisão de tentar atravessar os obstáculos, acreditanto que esses medos são infundados.

Em 1990 (!) nasce o primeiro Ministério do Ambiente em Portugal. Três anos antes foi decretada a Lei de Bases do Ambiente uma das mais bem estruturadas da Europa.
No entanto, passados 16 anos, continuamos a ter falta de saneamento básico, estações de tratamento de água residual (vulgo ETARs), que não têm o acompanhamento necessário.
Lá fora, as pessoas preocupam-se com a qualidade da água que bebem e tomam essa responsabilidade nas mãos.
Lá fora, as pessoas criaram a consciência de que é necessário consumir produtos que sejam menos prejudiciais para o ambiente.
Por cá, continuamos a deitar lixo para o chão, sem pensar que não virá uma mão misteriosa limpar o que sujámos depois de irmos embora. O lixo que fazemos não desaparece quando fechamos os olhos.
Por cá, continuamos a beber água que não tem a qualidade que precisamos.

Há soluções para todas as questões. Basta perdermos o medo de tentar.

Bárbara
10 de Julho de 2006

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